TATTOO • Arte a flor da pele - #02

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Um amor adolescente ou a paixão da sua vida. A fé mais profunda ou o objeto
de sua fidelidade. Há histórias universais escondidas debaixo da roupa e
marcadas com agulha e tinta. Desenhos que contam como somos, o que valorizamos ou o que queremos ser.
E apesar de alguns se empenharem em defini-la como uma tendência atual, a tatuagem
existe há séculos e está por todo o mundo. Esta é a história milenar de uma arte
à flor da pele. Este é o Otzi, também conhecido como Homem de Gelo. Ele viveu há mais de 5.300 anos
e é a pessoa com a tatuagem mais antiga já descoberta. Como ele, outras múmias em
todo o mundo nos mostraram a longevidade da arte da tatuagem. Na cultura Maori, as tatuagens tamoko refletiam com suas linhas e símbolos a origem
e a história pessoal. E também eram uma marca de hierarquia e prestígio social.
Em outro canto do mundo, no Japão, a tatuagem punitiva foi praticada por séculos e
a tatuagem decorativa floresceu no século XVIII. Em 1872, com a abertura do país ao mundo, as tatuagens foram proibidas por quase
100 anos, por medo de o Japão ser considerado uma nação atrasada. Mesmo assim,
ela continuava a ser feita secretamente para clientes ocidentais fascinados
pela beleza dos traços tradicionais. Outras vezes, fazer uma tatuagem era
simplesmente uma questão de fé. Os peregrinos mostravam suas crenças cristãs com tatuagens que também funcionavam
como uma lembrança de sua viagem à Terra Santa. Há quem acredite que a tatuagem
chegou à Europa no século XVIII, vinda de terras longínquas, graças aos marinheiros
ingleses. Mas isso não é totalmente verdade. Isto é conhecido como o mito de Cook. Outros creem que no Ocidente só se tatuavam
os marinheiros, presos, soldados ou operários. Mas a classe alta e reis, como Jorge
V ou Czar Nicolau II, também marcavam a sua pele, com motivos orientais, andorinhas,
âncoras, lembranças, lembranças de suas viagens, flores, animais ou nomes. Embora suas tatuagens fossem difíceis de ver, pois costumavam cobrir seu corpo.
No final do século XIX, o invento mudou para sempre o mundo da tatuagem.
Já no século XX, a tatuagem na Europa e nos Estados Unidos passa a ser feita
em grande medida eletricamente, com o surgimento de dezenas de estúdios e a
criação de novas tintas. Atualmente, podemos encontrar tatuagens em estilos variados e inconfundíveis,
desde o old school, caracterizado por ser um estilo sólido, limpo e simples,
com linhas de contorno pretas e uma paleta de cor baseada em preto, vermelho,
amarelo ou verde. Até o estilo blackwork, que só trabalha com tinta preta e
usa álcool, também tem os estilos aquarela ou geométricos, caracterizados por
linhas geométricas e o uso de polígonos. E com todas essas opções, sempre surge
a mesma pergunta, o que tatuar? Para alguns, o corpo é uma tela gigante para
brincar, para outros, uma folha em branco ou azul, para alguns, uma tela em
azul ou azul. Não importa qual tatuagem escolher ou o motivo que levou você a fazê-la, são
todas obras de arte permanentes e destinadas a durar para sempre na nossa fé.
Categoria
Cultura Moda Beleza e Estética
Tags
tatoo, kront
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